Segue a letra:
"O tempo não esperou
E ele achava mais fácil viver fugindo, se julgando incapaz
Mais covarde do que quis assumir
Não fez por merecer
Um ano se passou
Mas outro não ia passar
E então você se despede
Sem perceber, Sabe quem eu sou?
Hoje nem eu sei mais
Sei que ocorre se arrepender, já é tarde demais
O trem já passou
Muito pouco sobrou
Do distinto rapaz, que só por um instante acreditou demais
Se foi o medo de envelhecer
Um outro trem passou
Mas foi só aprendendo a viver que ele
Finalmente encontrou paz para embarcar
Prosperar, deteriorar... não é assim
Quem iria prever?
Chegou até aqui... Sem perceber
Não é mais um menino
E quanto faz do dia em que larguei tudo pra trás?
Fugindo eu já errei.
Mas tanto faz...
Por fim retornarei
Ao perdoar, enfim retornarei
Quem ousará dizer que um dia eu não tentei?
Nunca soubera que crescer é um outro caminho
Mas tanto faz. Enfim retornarei
Chegou até aqui...
Sem perceber, não é mais um menino."
Começando com o começo:
"O tempo não esperou
E ele achava mais fácil viver fugindo, se julgando incapaz".
Afinal de contas o tempo nunca espera , sempre temos que correr atrás dele, e quem disser que fugir não é a solução mais pratica estaria mentindo, sempre nos julgamos incapazes, talvez porque sejamos.
"Mais covarde do que quis assumir
Não fez por merecer
Um ano se passou
Mas outro não ia passar"
Ninguén nunca quer assumir a própria covardia, quase sempre não fazemos por merecer, mas sempre achamos que merecemos, e o tempo passa...
"E então você se despede
Sem perceber, Sabe quem eu sou?
Hoje nem eu sei mais
Sei que ocorre se arrepender, já é tarde demais
O trem já passou"
Quem sabe quem é? Eu não sei. Ai vem o arrependimento , mas como sempre já é tarde demais, sempre tarde demais...E o trem não para.
"Muito pouco sobrou
Do distinto rapaz, que só por um instante acreditou demais
Se foi o medo de envelhecer
Um outro trem passou
Mas foi só aprendendo a viver que ele
Finalmente encontrou paz para embarcar"
Quem um dia não acreditou demais em algo, algo esse que lhe foi arrancado, tirado pelo passar do tempo, o medo de envelhecer faz essas coisas, ou a constatação desse fato talvez, e os trens da vida não param. E o tempo vai passando e aprendemos ou morremos tentando e encontramos paz e talvez coragem para embarcar.
"Prosperar, deteriorar... não é assim
Quem iria prever?
Chegou até aqui... Sem perceber
Não é mais um menino
E quanto faz do dia em que larguei tudo pra trás?
Fugindo eu já errei.
Mas tanto faz...
Por fim retornarei
Ao perdoar, enfim retornarei"
Nada mais que a constatação da cruel realidade , ninguém prevê nada afinal de contas, e sem perceber já não somos mais meninos, a inocência é roubada e nunca mais pode ser devolvida, sabemos que fugindo sempre erramos, mas inevitavelmente sempre retornamos , retornamos porque perdoamos, mas a quem perdoamos, a nós mesmo? Talvez , talvez o perdão pela nossa covardia e nossa fuga.
"Quem ousará dizer que um dia eu não tentei?
Nunca soubera que crescer é um outro caminho
Mas tanto faz. Enfim retornarei"
Sempre tentando ,mas quase sempre não conseguindo , crescer realmente é um outro caminho, mas sempre retornamos...
"Eterno retorno ?"
Espero que gostem.

