sexta-feira, 29 de abril de 2011

Analise : O Trem

Bom dando continuidade as analises vamos a mais uma do Envydus "O Trem" do cd "UM" de 2008.



Segue a letra:

"O tempo não esperou
E ele achava mais fácil viver fugindo, se julgando incapaz

Mais covarde do que quis assumir
Não fez por merecer
Um ano se passou
Mas outro não ia passar

E então você se despede
Sem perceber, Sabe quem eu sou?
Hoje nem eu sei mais

Sei que ocorre se arrepender, já é tarde demais
O trem já passou

Muito pouco sobrou
Do distinto rapaz, que só por um instante acreditou demais
Se foi o medo de envelhecer
Um outro trem passou
Mas foi só aprendendo a viver que ele
Finalmente encontrou paz para embarcar

Prosperar, deteriorar... não é assim
Quem iria prever?
Chegou até aqui... Sem perceber
Não é mais um menino
E quanto faz do dia em que larguei tudo pra trás?
Fugindo eu já errei.
Mas tanto faz...
Por fim retornarei
Ao perdoar, enfim retornarei

Quem ousará dizer que um dia eu não tentei?
Nunca soubera que crescer é um outro caminho
Mas tanto faz. Enfim retornarei

Chegou até aqui...
Sem perceber, não é mais um menino."

Começando com o começo:

"O tempo não esperou
E ele achava mais fácil viver fugindo, se julgando incapaz".


Afinal de contas o tempo nunca espera , sempre temos que correr atrás dele, e quem disser que fugir não é a solução mais pratica estaria mentindo, sempre nos julgamos incapazes, talvez porque sejamos.

"Mais covarde do que quis assumir
Não fez por merecer
Um ano se passou
Mas outro não ia passar"

Ninguén nunca quer assumir a própria covardia, quase sempre não fazemos por merecer, mas sempre achamos que merecemos, e o tempo passa...

"E então você se despede
Sem perceber, Sabe quem eu sou?
Hoje nem eu sei mais

Sei que ocorre se arrepender, já é tarde demais
O trem já passou"


Quem sabe quem é? Eu não sei. Ai vem o arrependimento , mas como sempre já é tarde demais, sempre tarde demais...E o trem não para.


"Muito pouco sobrou
Do distinto rapaz, que só por um instante acreditou demais
Se foi o medo de envelhecer
Um outro trem passou
Mas foi só aprendendo a viver que ele
Finalmente encontrou paz para embarcar"

Quem um dia não acreditou demais em algo, algo esse que lhe foi arrancado, tirado pelo passar do tempo, o medo de envelhecer faz essas coisas, ou a constatação desse fato talvez, e os trens da vida não param. E o tempo vai passando e aprendemos ou morremos tentando e encontramos paz e talvez coragem para embarcar.

"Prosperar, deteriorar... não é assim
Quem iria prever?
Chegou até aqui... Sem perceber
Não é mais um menino
E quanto faz do dia em que larguei tudo pra trás?
Fugindo eu já errei.
Mas tanto faz...
Por fim retornarei
Ao perdoar, enfim retornarei"

Nada mais que a constatação da cruel realidade , ninguém prevê nada afinal de contas, e sem perceber já não somos mais meninos, a inocência é roubada e nunca mais pode ser devolvida, sabemos que fugindo sempre erramos, mas inevitavelmente sempre retornamos , retornamos porque perdoamos, mas a quem perdoamos, a nós mesmo? Talvez , talvez o perdão pela nossa covardia e nossa fuga.

"Quem ousará dizer que um dia eu não tentei?
Nunca soubera que crescer é um outro caminho
Mas tanto faz. Enfim retornarei"

Sempre tentando ,mas quase sempre não conseguindo , crescer realmente é um outro caminho, mas sempre retornamos...

"Eterno retorno ?"

Espero que gostem.











quarta-feira, 27 de abril de 2011


Egmont (Beethoven)

Egmont é o nome de uma peça musical para soprano e orquestra composta por Ludwig van Beethoven como música incidental para a representação da tragédia com o mesmo nome de Johann Wolfgang von Goethe, em 1788.

Relata sobre a vida do herói nacional Conde de Egmont Flamengo (1522-1568) estadista geral, e Cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro e seu embate com Fernando Alvarez de Toledo, terceiro duque de Alba, que foi preso, condenado à morte e decapitado. O texto termina com a morte do protagonista proclamar o seu ideal de luta pela independência contra a opressão e para o país que representa a monarquia espanhola.

A música foi composta por Beethoven, entre Outubro de 1809 e junho 1810. Foi estreada em Viena em 15 de junho de 1810. É a música descritiva com o compositor quer representar o sofrimento de um povo contra a opressão. Termina com o hino à liberdade que simboliza a libertação do povo.

O trabalho foi muito elogiado após a sua libertação pelo próprio Goethe, que expressou publicamente sua admiração pelo trabalho de Beethoven. É constituída por 10 números, a maioria dos quais é agora interpretada pela abertura que foi gravada inúmeras vezes por grandes orquestras mundo.

A música se completa quando guiado por Herbert Von Karajan .



terça-feira, 26 de abril de 2011

Also Sprach Zaratustra e Eine AlpenSinfonie


Um poema Sinfônico composto por Richard Strauss em 1896,dividida em nove partes todas nomeadas com cada capitulo do livro (Nietszche), também conhecida por ter sido usado na abertura do filme : 2001 uma odisseia espacial . Embalados pelos instrumentos de metais, madeiras,percuções, orgão e cordas a música se desenvolve criando uma sensação de sabedoria e poder, a cada batida nos timpanos, conseguimos viver o livro sem ao menos ter lido um parágrafo.

Eine AlpenSinfonie uma outra composição de Strauss, poema sinfonico que ilustra a caminhada pelos alpes desde o amanhecer até o anoitecer, considerada pelo próprio compositor como sua mais bela obra.

O fato interessante que estas duas obras transmitem as mesmas sensações, a grandeza ao ver o Sol, a calmaria que vem com a noite.

Em Zaratustra o homem vive por anos em uma montanha na companhia de seus animais prediletos, com seus costumes e leis próprias e resolve voltar a civilização. Já em Sinfonia Alpina relata o sacrifio que é uma escalada nos alpes, mas o grande prêmio que é ver o Sol bem do alto.

Essas duas obras guiadas por Hebert Von Karajan estão disponiveis no YouTube.







A.'.L.'.P.'.

Analisando Coisas.

Bom para começar vamos tentar analisar a musica "Quem dera" do album "UM" de 2008 da banda paulista Envydust (R.I.P).



Segue a letra:

Sempre esperei esse dia chegar
Esse é o ponto onde nada se disfarça
Sigo sempre o descontínuo passo do destino
De coroa é rei
Não precisa de ninguém
Não confia em ninguém
Não confio em ninguém

Preso em minha ingratidão
Dou-lhe os parabéns
O que eu fiz pra merecer?
Aprecio a humildade
Só não morri...
Não entendo o desdém
Nunca fui bom em fingir ser só mais um no mundo

Lamento o dia de ontem
E o presente negligenciado já nem me importa mais
Prefiro ser reticente a ser decidido
Quem dera...hoje e sempre!
Legado imerso em dor
Ma não eu
É, vou ser livre, não vou mais sofrer
Ser persistente nunca foi o que bastou

Se todos se matassem ao mesmo tempo num impulso firme e tão cheio de convicção
De repente, não se ouviria mais da dor
Nem pareceria que acabou

Continua a provação.


Vamos começar pelo começo:

"Sempre esperei esse dia chegar
Esse é o ponto onde nada se disfarça
Sigo sempre o descontínuo passo do destino"

Sempre estamos a espera de algo (muitas vezes esse algo nunca vem o que causa muita dor e sofrimento), o ponto onde nada se disfarça, quando não se pode mais voltar atrás , muitas pessoas passam a vida toda sem nunca atingir esse ponto, ponto que pode ser difícil , quase impossível de se retroceder ("Filho na vida a gente chega num ponto em que se dá um passo e não se pode mais voltar atrás" .Frase de um filme , que nem me lembro mais).Continuando o que torno o passo do destino descontínuo? A falta de certezas na vida talvez, nunca se ter certeza de nada , nada pode ser planejado com certeza, "o munda dá voltas" altera a ordem das coisas, trazendo mais incertezas e dessabores, sendo assim segue-se o descontinuo passo.

"De coroa é rei
Não precisa de ninguém
Não confia em ninguém
Não confio em ninguém'

Quem está de coroa e é rei? Provavelmente é o ego, cansado de sofrer se torna senhor de si e passa intaum a não precisar e não confiar em ninguem, para não sofrer somos capazes de muitas coisas.


"Preso em minha ingratidão
Dou-lhe os parabéns
O que eu fiz pra merecer?
Aprecio a humildade
Só não morri...
Não entendo o desdém
Nunca fui bom em fingir ser só mais um no mundo"

O que mais admiro nas letras do Envydust são os diálogos como esse, quando se falo consigo sempre pode se encontrar paz, o ego preso na ingratidão é parabenizado talvez pelo pelo próprio 'Eu' externo ao ego, se pergunta o que fez para merecer ? Talvez seja o fato de ter se voltado para si , e a humildade que ele fala a seguir seja para com ele próprio pois está se fechando ,isolado, "só não morri" provável artifício dramático. Seguindo , ele diz não entender o desdém , pois eu também não intendo , pois quem desdenha quer comprar , a próxima frase explica-se por si.

"Lamento o dia de ontem
E o presente negligenciado já nem me importa mais
Prefiro ser reticente a ser decidido
Quem dera...hoje e sempre!
Legado imerso em dor
Ma não eu
É, vou ser livre, não vou mais sofrer
Ser persistente nunca foi o que bastou"

Sempre lamentamos o passado ,pois não adianta chorar sob o leite derramado , e o presente nem importa mais , talvez expresse a inexistência de objetivos (reais ,não alienados) nos dias presentes , porque preferir ser reticente (omisso) do que ser decidir? Por que escolhas sempre significam abandonar algo , em troca de outra coisa , o que nos coloca em mais dor e sofrimento , "Legado imerso em dor".
Dai vem a reviravolta ou tentativa de mudança ,em nossas vidas sempre temos esses momentos ,vontade de se erguer ,levantar , caminhar e seguir em frente , dai vem a vontade de ser livre, mas ser livre de que? Da dor e do sofrimento , mas mesmo assim ,persistir nem sempre trás resultados satisfatórios , nem sempre é oque basta, mas intuam o que fazer ?


"Se todos se matassem ao mesmo tempo num impulso firme e tão cheio de convicção
De repente, não se ouviria mais da dor
Nem pareceria que acabou

Continua a provação. "


Qual a única maneira de não sofrer ? Não existir? Tire suas próximas conclusões e tente não deprimir muito.

Espero que gostem.



















quinta-feira, 10 de março de 2011